Ribeirão Preto vai monitorar casos da doença chikungunya, causada por um vírus, que pode ser transmitido pelo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.
No Brasil, foram registrados três casos da doença, que é originária do Sudeste Asiático e de alguns países da costa Leste Africana. Dois são de homens que estiveram na Indonésia: um de 41 anos, do Rio de Janeiro, e outro de 55 anos, de São Paulo. Uma mulher de 25 anos, de São Paulo, que esteve na Índia é a terceira vítima. Todas os pacientes se recuperaram e passam bem.
Em Ribeirão, o projeto Sentinela Viral, criado no ano passado para monitorar a circulação dos quatro sorotipos de dengue, será utilizado para fazer a verificação do chikunguya.
"A prioridade é a dengue. As amostras que têm resultado negativo para a doença são encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz para a análise de outros vírus", explica a chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Ana Alice Castro e Silva.
Por enquanto, nenhum caso da doença foi registrado em Ribeirão. O biólgo Etore Aguiar Moreira, do Centro de Pesquisa em Virologia da USP de Ribeirão, disse que não há motivo para a população ficar alarmada. "Todos os casos da doença foram importados e estão sendo monitorados."
O nome chikungunya significa, em swahili (um dos idiomas da Tanzânia), "aqueles que se dobram", que se refere à aparência curvada dos pacientes contaminados pela doença. Os primeiros registros da enfermidade são em território africano na década de 50.
"O que diferencia a chikungunya da dengue é que pode causar uma artrite crônica. Mas o tratamento é o mesmo: repouso e hidratação", diz Moreira.
Fonte: Jornal a Cidade
Imprensa DRdesigns
12/12/2010